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CBN Floripa produz reportagem especial sobre violência contra a Enfermagem; ouça aqui


27.07.2026

A violência enfrentada por profissionais de Enfermagem durante o exercício da profissão foi tema de uma reportagem especial produzida pela CBN Floripa. O conteúdo reúne relatos de agressões físicas e verbais ocorridas em Santa Catarina, apresenta dados sobre o problema e discute medidas necessárias para garantir mais segurança às equipes de saúde. A matéria é de autoria do repórter Zé Maia com edição de Guilherme Pereira.

A reportagem contou com a participação da presidente do Coren-SC, Maristela Azevedo, que falou sobre os ambientes de maior vulnerabilidade, o crescimento dos episódios de violência após a pandemia e a necessidade de fortalecer os canais de denúncia.

Ao longo da produção, profissionais relatam situações vivenciadas em emergências hospitalares e durante atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Entre os casos apresentados está o de uma enfermeira que foi atingida no rosto por um paciente durante um plantão e precisou buscar abrigo em outra sala para evitar novas agressões.

“A emergência é muito característica, porque a pessoa, quando chega na emergência, está numa condição muito ruim. Aí fica difícil, às vezes, o controle. Então, a gente tem que trabalhar também com o profissional, porque todos nós, em algum momento da nossa vida, já estivemos numa emergência ou já levamos alguém. E a gente sabe que todos ficam angustiados”, afirmou Maristela.

A presidente ressaltou, porém, que o sofrimento vivenciado por pacientes ou familiares não pode servir como justificativa para agressões contra os trabalhadores responsáveis pelo atendimento.

A reportagem também destaca que episódios de violência podem comprometer o funcionamento dos serviços. Profissionais que atuam com medo, inseguros ou após uma experiência traumática podem apresentar sintomas de ansiedade, alterações no sono, dificuldades de concentração, depressão e esgotamento profissional.

Além dos impactos individuais, afastamentos relacionados à saúde física ou mental podem aumentar a sobrecarga das equipes que permanecem trabalhando.

Durante a entrevista, Maristela chamou a atenção para o perfil predominantemente feminino da profissão. Segundo ela, cerca de 85% da força de trabalho da Enfermagem é composta por mulheres, condição que amplia a exposição à violência relacionada ao gênero.

“Nós somos a grande maioria de mulheres. Somos 85% de mulheres nessa profissão, o que também, muitas vezes, empodera o agressor, porque ele sabe que há a questão física e uma questão que envolve gênero. E aí agride essa profissional”, destacou.

A reportagem aponta que as enfermeiras estão frequentemente nas portas de entrada dos serviços de saúde, realizando acolhimento, classificação de risco, orientação e acompanhamento dos pacientes. Essa proximidade constante com usuários e familiares também aumenta a vulnerabilidade das trabalhadoras.

Ouça a reportagem: Enfermagem sob ataque – Profissionais relatam agressões físicas e verbais no exercício da profissão em SC:

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