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Marcha pela Valorização da Enfermagem reúne profissionais de todo Brasil nesta terça-feira (17)


16.03.2026

As primeiras caravanas de trabalhadores já estão chegando a Brasília para Marcha pela Valorização de Enfermagem. São centenas de profissionais, de diversas regiões do Brasil, representando quase 3 milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares em uma só voz.Santa Catarina também estará presente neste momento histórico com cerca de 40 profissionais que foram mobilizados pelo Coren-SC.

“Esse é um momento histórico e o nosso Estado não poderia estar de fora. Sabemos que a distância é grande, mas quem estará lá vai estar representando o sentimento de cada um dos quase 90 mil profissionais de Santa Catarina”, destaca a presidente Maristela Azevedo.

A marcha, na manhã de terça-feira (17/3), destaca a necessidade urgente de reajuste do Piso Salarial da Enfermagem, que já perdeu, em três anos, mais de 20% do poder de compra, e pressiona pela aprovação da Proposta de Emenda Parlamenta (PEC) 19, que prevê a correção inflacionária e vinculação do piso à jornada de 30h semanais.

“A delegação maranhense tem um propósito, um propósito de luta, de valorização da Enfermagem, não só maranhense, mas de todo o Brasil. Posteriormente, poderemos dizer: eu fiz parte desta história”, afirma a enfermeira Amparo Santana, que, junto a outros 47 profissionais enfrenta quase quase 2 mil quilômetros nas estradas de São Luís a Brasília.

O ato se inicia com concentração no Museu da República a partir das 9h, e segue em marcha pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. 

Por que marcha a Enfermagem?

“A correção inflacionária é crucial para nós. É imprescindível que a Enfermagem tenha um piso que reflita a complexidade e a relevância de seu trabalho para o SUS e para a população brasileira”, destaca o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, lembrando que outras categorias, com Agentes Comunitários de Saúde, têm a correção automática.

Proposta pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), com relatoria favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES), a PEC 19 está parada desde dezembro de 2024 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).  “A PEC 19 não pode ser apenas uma bandeira! Temos que ter capacidade de luta, de mobilização, mas também de negociação para que ela avance”, defendeu Neri, em audiência na Câmara. 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que fixou a jornada de 44h como referência para cálculo do piso representou, na prática, um redutor salarial. A carga horária predominante na Enfermagem é de 36h e apenas 23,4% dos profissionais têm jornada acima de 40h, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS/MTE).

A Marcha em Brasília é promovida pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais com apoio de sindicatos, instituições de ensino e entidades do Fórum Nacional pela Valorização da Enfermagem.

Fonte: Ascom/Cofen – Clara Fagundes

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