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Capacitação de Processos Éticos reúne profissionais para fortalecer atuação em defesa da ética na Enfermagem


10.08.2026

O Coren-SC iniciou, nesta segunda-feira (10), a Capacitação de Processos Éticos – Em Defesa da Ética na Enfermagem. A iniciativa reúne conselheiros, integrantes das Comissões de Instrução e profissionais envolvidos na condução dos Processos Éticos para dois dias de atualização, troca de experiências e qualificação dos procedimentos. O evento é promovido com apoio do Cofen.

A abertura contou com a participação da presidente do Coren-SC, Maristela Azevedo, e da vice-presidente, Sandra Regina da Costa. Durante a atividade, também foi exibido o vídeo institucional em comemoração aos 51 anos do Coren-SC, que apresenta a trajetória do Conselho e sua atuação em defesa da Enfermagem e da sociedade catarinense.

Para Maristela, a capacitação é uma oportunidade de qualificar todas as etapas que envolvem a condução dos Processos Éticos, proporcionando maior segurança e embasamento para os profissionais que atuam diretamente nessa área.

“O Processo Ético exige responsabilidade, conhecimento e muita atenção de todos os envolvidos. Quando investimos na capacitação das nossas Comissões de Instrução e de quem atua diretamente nesses processos, estamos fortalecendo decisões cada vez mais qualificadas, justas e fundamentadas. É uma atuação que valoriza a Enfermagem e, acima de tudo, reafirma o compromisso do Coren-SC com a ética e com a sociedade”, destacou Maristela.

A primeira atividade técnica foi conduzida pela vice-presidente do Coren-SC, Sandra Regina da Costa, que apresentou “Indicadores dos Processos Éticos: Cenário Atual”. A exposição trouxe um panorama dos Processos Éticos e serviu como ponto de partida para as discussões sobre os desafios encontrados e as possibilidades de aprimoramento dos procedimentos.

Sandra destacou que os debates realizados durante a capacitação não ficam restritos ao funcionamento interno do Conselho, mas contribuem para fortalecer a ética profissional e, consequentemente, a assistência prestada à população.

“Os encaminhamentos que estamos discutindo aqui terão um impacto positivo na sociedade. Quando qualificamos os processos, alinhamos procedimentos e damos mais segurança para quem atua em cada etapa, fortalecemos também a atuação ética da Enfermagem. Esse trabalho se reflete na assistência e na proteção da população”, afirmou Sandra.

Na sequência, a conselheira Gleide Nara de Amorim e o conselheiro Henrique Manoel Alves abordaram o tema “Da Designação ao Relatório Final: o Fluxo da Comissão de Instrução”.

A atividade percorreu as diferentes etapas do trabalho desenvolvido pelas Comissões de Instrução, desde a designação até a elaboração do relatório final, reforçando a importância da organização, do cumprimento dos procedimentos e da adequada condução de cada fase.

As Comissões de Instrução têm papel fundamental na apuração dos fatos e na produção dos elementos que posteriormente subsidiam a análise e o julgamento dos Processos Éticos pelo Plenário do Coren-SC.

Ainda durante a manhã, o enfermeiro Rafael Matte apresentou o “Regimento Interno das Comissões de Instrução de Processo Ético”.

A atividade aprofundou aspectos relacionados ao funcionamento das Comissões de Instrução e às normas que orientam sua atuação, contribuindo para a uniformização dos procedimentos e para uma atuação mais segura dos profissionais responsáveis pela instrução dos processos.

No período da tarde, a procuradora do Coren-RS, Paula Andreia Noronha, e a procuradora do Coren-SC, Lilian de Farias Benedet, conduziram a atividade “Elaboração do Relatório Final da Comissão de Instrução: Estrutura, Fundamentação e Boas Práticas”.

A palestra abordou aspectos relacionados à estrutura e à fundamentação do relatório final, documento que consolida o trabalho desenvolvido durante a instrução e fornece subsídios para as etapas seguintes do Processo Ético. A atividade também apresentou boas práticas para tornar a elaboração dos relatórios mais clara, consistente e fundamentada.

Encerrando a programação técnica do primeiro dia, Fernando Faraco apresentou a palestra “Inteligência Artificial como Ferramenta de Apoio à Elaboração de Pareceres e Relatórios Finais”.

A atividade trouxe para o debate as possibilidades de utilização da Inteligência Artificial como ferramenta de apoio às atividades desenvolvidas na condução dos Processos Éticos. Na ocasião, foi apresentado o panoranama atual da Inteligência Artificial, suas fortalezas e suas fraquezas, mostrando os limites éticos para a sua atuação, além de discutir as possibilidades considerando os modelos existentes no mercado.

O segundo dia da Capacitação de Processos Éticos foi marcado por atividades práticas e pela troca de experiências entre os participantes. A programação começou com a oficina “Perfil, Competências e Critérios para Atuação na Comissão de Instrução de Processo Ético”, conduzida pela procuradora do Coren-SC Lilian de Farias Benedet.

Durante a atividade, os participantes foram divididos em grupos para discutir as competências e características consideradas importantes para a atuação como membro de uma Comissão de Instrução de Processo Ético (CIPE). Ao final, os grupos apresentaram na prática os resultados das discussões, compartilhando diferentes percepções sobre o perfil necessário para desempenhar essa função.

A dinâmica proporcionou um espaço de construção coletiva, permitindo que os próprios participantes refletissem sobre aspectos técnicos, comportamentais e profissionais envolvidos na atuação das Comissões de Instrução.

Na sequência, os participantes acompanharam uma Simulação Realística de Julgamento Ético, colocando em prática diferentes conhecimentos abordados durante os dois dias de capacitação. A simulação foi promovida pelos Conselheiros Henrique Manoel Alves, Euclides da Cunha, Gleide Nara Amorim, Angelo Vidal, Poliana Weber e Denise Thum.

A atividade permitiu visualizar o desenvolvimento de um julgamento e compreender de forma mais próxima a relação entre o trabalho realizado durante a instrução e a etapa de análise e julgamento pelo Plenário do Coren-SC. A simulação ainda provocou uma reflexão sobre o ponto de vista do profissional denunciado, que muitas vezes se encontra em uma situação de fragilidade durante um julgamento.

Encerrando as atividades, a advogada Jeciane Galinhaki ministrou a palestra “Postura Ética e Profissional na Condução de Julgamentos e Oitivas”.

A apresentação abordou aspectos relacionados à postura dos profissionais durante momentos importantes do Processo Ético, como oitivas e julgamentos, reforçando a necessidade de uma condução responsável, respeitosa e adequada às particularidades de cada situação.

Ao longo dos dois dias, a capacitação promoveu o alinhamento de procedimentos, a atualização de conhecimentos e, especialmente, a troca de experiências entre os profissionais envolvidos nas diferentes etapas dos Processos Éticos.

A iniciativa integra as ações do Coren-SC e do Cofen para qualificar a atuação das Comissões de Instrução e do Plenário, fortalecendo a condução dos Processos Éticos e contribuindo para um exercício profissional cada vez mais responsável e comprometido com a ética e com a sociedade.

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